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5 problemas que os pais devem ficar atentos antes dos 6 anos

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Para os pais não é fácil reconhecer que o filho precisa de tratamento ortodôntico, principalmente quando ele ainda só tem seis anos. Mas, segundo a Associação Americana de Ortodontia, todas as crianças devem fazer uma consulta com um especialista da área antes dos 7 anos de idade, pois alguns problemas ortodônticos podem ser corrigidos facilmente se tratados cedo.

“Esperar que todos os dentes permanentes irrompam ou o crescimento facial estar completo pode tornar a correção de alguns problemas mais difícil ou até limitada”, diz Letícia Squadroni, mestra e especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial. Vale ressaltar que praticamente 60% da face já está pronta até os 4 anos de idade e 80% até os 6.

Segundo a especialista, os problemas ortodônticos mais comuns entre os 5 e 7 anos estão:

Mordida Cruzada Anterior – É quando os dentes da frente estão cruzados, ocorrendo uma inversão da relação da mordida dos dentes de cima e de baixo. Olhando a boca da criança com mordida fechada, os dentes inferiores estão à frente cobrindo os dentes superiores.
“Se o tratamento não for feito cedo, enquanto a criança ainda está em fase de crescimento, essa condição pode levar à necessidade de uma cirurgia ortodôntica futuramente”, diz Letícia.

Mordida Cruzada Posterior – É quando ocorre uma inversão na mordida dos dentes de trás superiores e inferiores. Fazendo-se uma analogia da mordida com uma caixa de sapatos, é como se a tampa da caixa estivesse pequena, não conseguindo cobrir a caixa por fora. A mordida cruzada posterior ainda pode ser unitaletaral (só de um lado da arcada) ou bilateral (dos dois lados). Ambos os casos necessitam de tratamento precoce.
“Este é, com certeza, o problema mais grave e deve ser tratado cedo, pois causa danos irreversíveis na articulação têmporo-mandibular aumentando a incidência de dores de cabeça, além de poder causar restrição do posicionamento mandibular”, diz Letícia.

Problemas odontológicos na infância

Mordida Aberta – É quando os dentes da frente não se tocam e é frequentemente causada pelo hábito prolongado de chupar dedo e/ou chupeta, após os 4 anos de idade. “Além do uso prolongado de chupeta e mamadeiras, a respiração bucal, a postura inadequada da língua durante o repouso ou deglutição e o hábito de chupar os dedos também são a causa principal da mordida aberta. Interrompendo o uso da chupeta e da mamadeira até os quatro anos de idade a mordida aberta se auto corrige em mais de 80% dos casos”, diz a especialista.
Se o tratamento for adiado para a dentição permanente, o problema corre o risco de não ser resolvido da forma correta. Segundo Letícia, nos adultos, a mordida aberta é uma anomalia complexa e de difícil tratamento.

Perda Precoce dos Dentes de Leite – É quando o dente de leite é perdido, seja por cárie extensa, exfoliação precoce da sua raiz (reabsorção) ou até mesmo por acidente, antes do tempo certo. “Por serem menos mineralizados que os dentes permanentes, as cáries evoluem rapidamente nos dentes de leite. Essa situação pode ser evitada com bons hábitos alimentares, evitando-se o excesso de açucares, refrigerantes, bons hábitos de higienização oral, além de visitas regulares ao odontopediatra. Uma dica que sempre dou aos pais é levarem as crianças para realizar limpeza nos dentes sempre ao final das férias, quando ocorre maior ingestão de alimentos mais açucarados”, diz Letícia.

Retenção Prolongada dos Dentes de Leite – É quando os dentes de leite não caem, atrapalhando a erupção (nascimento) do seu sucessor permanente. No entanto, de todos os problemas citados, esse é o que será percebido mais tardiamente, uma vez que as crianças começam a trocar de dentes a partir dos seis anos.
“Nesses casos o certo é ter paciência, radiografar para acompanhar a reabsorção do dente de leite e a formação da raiz do dente permanente que está nascendo e estimular a criança a comer alimentos mais fibrosos sempre mastigando muito bem”, diz a especialista.

Confira um resumo bem simples no infográfico abaixo:

Infográfico Problemas Odontológicos na Infância